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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Lajedinho ganha terreno para reconstruir 100 casas na cidade

11/12/2013
 
Trabalho pesado para desobstruir a rua do Canal
Em meio ao luto pela morte de 17 pessoas no temporal que devastou a cidade sábado, 7 (o último corpo, de uma menina de 11 anos, foi achado nesta terça-feira, 10), moradores de Lajedinho (355 km de Salvador) receberam a notícia da doação de um terreno de 60 tarefas - cerca de 25 hectares - para a construção de 100 casas na entrada da cidade.
A informação foi passada ao A Tarde, na noite desta terça, pelo prefeito Antônio Mário Lima Silva (PSD), após ele acompanhar os enterros de cinco vítimas. Segundo Silva, a doação é de donos da antiga fazenda Reunidas Boa Nova.
Além das casas, a terra abrigará comércio e prédios públicos. A Tarde contabilizou cerca de dez repartições destruídas. "Diante da tragédia, acordamos com essa boa notícia", disse o prefeito.
"A área cedida é segura, no alto, já pavimentada e com iluminação pública. Apropriada para essa fase de reconstrução", destacou o gestor.
As casas serão construídas com recursos cedidos pela Caixa Econômica, que também ficará responsável em levar o programa Minha Casa, Minha Vida. "As 100 casas serão doadas. O restante vai depender de um levantamento sobre a necessidade das famílias", disse.
Demolições
Por conta da enxurrada, 202 casas serão demolidas na parte baixa, próximo ao rio Saracura. Nesse montante estão 72 imóveis devastados inicialmente pelas águas. O prefeito informou que a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder) enviou técnicos para mapear o curso do rio e apontar a necessidade de remoção das casas.
"Mas pode ser que algumas não precisem sair", acrescentou. Segundo o titular da Superintendência de Defesa Civil do Estado (Sudec), Salvador Brito, oito servidores do órgão trabalham na cidade. Debaixo de um sol escaldante - que faz Lajedinho figurar entre os 173 municípios em situação de emergência, por conta da seca - os moradores afetados pela cheia do rio tentavam juntar os cacos do que restou de uma cidade destruída.
O aposentado José Quintino, 93, o Zé Brabo, um dos moradores mais antigos, colocou as poucas roupas que conseguiu aproveitar para secar. Do lado de fora da casa, sofá, geladeira e TV, entre outros pertences estragados, exibiam o prejuízo.
"Nascido e criado" na Fazenda Lajedinho, que deu o nome à cidade, o pai de 14 filhos lembrou outras cheias. "A água chegava até a porta. Agora, só escapei porque nadei para o quintal", disse o ancião, mostrando a marca de 2m da água na parede. A Tarde

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